Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal tem a chance de barrar o descontrole armado no Brasil: pelo nosso direito à vida e à democracia, precisamos agir!

Está marcada para a próxima sexta-feira (17/09), o início do julgamento das ações contrárias aos decretos presidenciais que resultaram em graves retrocessos na política de controle de armas e munições no país. As medidas adotadas reduziram as capacidades de controle de arsenais, ampliaram os limites para aquisição de armas e munições e aumentaram a potência das armas que podem ser compradas pela população. Pistolas .9mm e fuzis semiautomáticos, por exemplo, passaram a ser acessíveis ao cidadão comum. Envie agora um e-mail pressionando as ministras e os ministros do Supremo Tribunal Federal a barrar o descontrole armado!

Enfrentamos uma grave situação no Brasil.
O aumento das armas e munições em circulação acontece em um momento de radicalização político-partidária, em que o armamento da população é defendido pela Presidência da República como um caminho de ação política, na contramão da democracia.
Somos a maioria e precisamos agir! 72% da população brasileira não acredita que mais armas e mais munições sejam o caminho para um país seguro e democrático.

Em uma democracia, não é com fuzil na mão que vamos reduzir as desigualdades, enfrentar o machismo, a LGBTfobia, a violência contra os povos indígenas e o racismo. Em uma democracia, não é com fuzil na mão que garantimos o emprego, a vaga na escola ou o atendimento no hospital.

O Supremo Tribunal Federal precisa barrar o descontrole armado. Em uma democracia, as armas que a gente precisa são as que não matam.

O QUE É A CAMPANHA?

A Campanha Não Somos Alvo é uma iniciativa apartidária de cidadãs e cidadãos que se uniram contra os retrocessos no controle de armas e munições no Brasil. Um ano depois de seu início, a Não Somos Alvo lançou a mobilização As Armas Que A Gente Precisa São As Que Não Matam. Seu foco agora é barrar os decretos presidenciais que reduzem o controle sobre os arsenais de armas e munições no país.

Diante das graves crises que enfrentamos — sanitária, humanitária, política, econômica e ambiental — sabemos que mais armas de fogo e mais munições não são o caminho para melhorar a nossa segurança e muito menos para fortalecer a nossa democracia.

Sua participação é fundamental nessa união nacional de forças.


 

SAIBA MAIS

O caos das normas e o descontrole das armas e munições no Brasil. Desde o início do mandato do presidente Jair Bolsonaro, mais de 20 medidas do Executivo Federal, entre decretos, portarias e um projeto de lei, resultaram no aumento e no descontrole de armas e munições em circulação no país. Essas medidas vão na contramão da Lei 10.836/2003 (Estatuto do Desarmamento). Elas também ignoram os dados que mostram o impacto do aumento das armas e munições em circulação no agravamento de homicídios, feminicídios e nos suicídios.

Acesso a armas de guerra. Além de ampliar a quantidade de armas e munições que um cidadão pode comprar, o governo permitiu que o cidadão tenha acesso a armas que antes eram de uso restrito das forças de segurança, como pistolas 9mm e fuzis semiautomáticos.

O presidente não fez nada para enfrentar o desvio de armas e munições que podem cair na criminalidade. Nenhuma medida foi adotada para aperfeiçoar a marcação e rastreamento de armas e munições no país. Essas estratégias são fundamentais para melhorar, por exemplo, nossa capacidade de investigação de crimes violentos, de enfrentamento do tráfico ilegal e para impedir que armas e munições sejam desviadas para o crime.

A maioria da população não quer mais armas e munições circulando no país. Além de ignorarem nossa legislação atual e as evidências sobre os impactos negativos em nossa segurança, as medidas do Executivo Federal desconsideram a vontade da maioria da população, que não quer um país armado:





































































 
 









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